2007-08-24

Cresci com rapazes como o Eduardo Barrento. Joguei à bola com ele. Ouvi música maluca com ele. Deleitei-me com os desenhos e as caricaturas que ele fazia e mostrava (vide, para inveja, amostra ao lado). Por contas e torsos da vida, perdi-lhe o rasto. Os rapazes quando crescem são assim, vão, afastam-se. Fomos. Mas não nos esquecemos.
Há aproximadamente um ano, casualmente tornei a encontrá-lo. Descobri que ele também faz parte da pandilha dos ciclopes com sangue oureense, que nem é bom nem é mau, é o que é. Parte do seu trabalho pode ser apreciado aqui. Agora ele é coordenador e monitor de um projecto de educação ambiental e patrimonial da ADEPA, associação de Alcobaça. Gosta de bichos e, embora sem intenção, já pisou uma cobra-de-água-viperina (Natrix maura), a que tirou retrato. Por fim, se não se curou - suspeito que não, porque o mal tende a ser tipo doença vitalícia -, ele é sportinguista, o que não é, nunca foi, bom abono de quem quer que seja. Sorte, nossa, é que o trabalho dele é bom.

desenho © Eduardo Barrento

1 comentário:

Sérgio Ribeiro disse...

É pá, fiquei mesmo contente com esta informação!
Este Barrento deve ser (é, com certeza) um jovem que estava nas portagens de Fàtima há uns bons pares de anos, com quem trocava amigáveis saudações e impressões naqueles rápidos cruzamentos, assim me informando como iam os desenhos... o que, depois, confirmava com o pai Barrento, às mesas dos restaurantes em que ele não me vendia jogo (porque não compro) mas que perdia tempo à conversa comigoa... sobretudo sobre o filho que eu cruzara na portagem.
Fiquei mesmo contente com o que soube (e espero confirmar!) e com o que fui espreitar. Estes "ciclópes"!