
Cada qual é alguém para que outrem seja quem é antes de poder ser ninguém. Deus nunca esteve no meio de nós ou no facebook. Se há lá gente é porque há lá antes de haver gente. Aqui é aqui, pá, do mesmo modo que a vida é feita também de tantos nadas, coisas sem franquia. À partida, qualquer cavalo pode ganhar. Se tu quieto, se tu calado, outro jockey, (uma questão de probabilidade), mais ainda. Vêm amigos, amigos da onça, amigas, amigas a que não se olha o dente. Podem ser vampiras, há quem goste assim. E vens tu, com um brilhozinho nos olhos, dizer o mal às vezes faz bem, fazendo lembrar de orelha a orelha, tu cá, tu lá, o Casimiro Baltazar da Conceição, que, bem avisado, avisava para se ter cuidado com as imitações.* Tento ter. Mais uma corrida, mais uma viagem. Tento ter, cuidado com isso, os ursos e os adjectivos. A fé engana, a culpa salva.
fotografia © Rui Miguel Pedrosa
legenda © Sérgio Faria
__________legenda © Sérgio Faria
* audi “Cuidado com as imitações” (in Campolide, Orfeu, 1979), de Sérgio Godinho.
1 comentário:
Que fotografia! Que sorriso ao mesmo tempo quente e traquina, que nos faz aproximar com confiança da humanidade que transmite. Que palavras! Gosto muito das "brincadeiras" tão sérias que são feitas aqui.
Enviar um comentário